As 4 fases do Open Banking: como chegamos à tecnologia atual?

Publicado em: 25/07/2022 11:07

O Open Banking chegou com a promessa de revolucionar o mercado financeiro. E vamos combinar que já está dando muito certo. O conceito pode ser um pouco confuso, mas na prática funciona assim: pessoas físicas ou jurídicas dão permissão de compartilhamento de dados entre bancos com o objetivo de integrar informações e facilitar transações.

Vamos imaginar dois casos distintos: o primeiro, de um indivíduo que faz parte da mesma instituição financeira há 20 anos e deseja abrir uma nova conta em outra empresa. Com o Open Banking, não é mais necessário fornecer uma extensa gama de documentos para comprovação de recursos: está tudo ali no seu atual banco de relacionamento, assegurado e disponível para facilitar o processo.

A segunda situação diz respeito aos empresários que necessitam englobar diversas instituições financeiras para as transações diárias. Utiliza-se um banco para pagamento de salários, outro para fornecedores e por aí vai. Administrar a relação com diversos bancos pode ser uma verdadeira dor de cabeça. Mas não com o Open Banking! Ele facilita, por meio de tecnologia e inteligência, a integração de informações e facilidade na gestão.

E nada melhor do que acompanhar o processo de implementação completo para ir mais a fundo no assunto e entender exatamente como a nova lógica financeira funciona, a partir da chegada do Open Banking.

Vamos conhecer as 4 fases do Open Banking e como chegamos na etapa atual:

Fase 1: Apresentação de produtos e serviços

Fase 2: Compartilhamento inicial de dados

Fase 3: Novas utilidades relacionadas à pagamentos

Fase 4: Funcionalidades completas

 

Fase 1: Apresentação de produtos e serviços

Com início em 1º de fevereiro de 2021, a primeira fase do Open Banking teve como objetivo reconhecer o terreno e realizar pesquisas de mercado para observar a aceitação do público quanto às suas funcionalidades principais. Assim, descobriu-se quais soluções e personalizações os usuários necessitam.

Nessa etapa, não houve qualquer compartilhamento de dados de clientes. Apenas dados dos próprios bancos foram expostos, como por exemplo, localização das agências, tarifas de balcão, serviços oferecidos, entre outros. Como propósito principal estava a necessidade de informar o público sobre todas as condições, vantagens e serviços do Open Banking. Além disso, foi essencial deixar clara a demanda por consentimento total do usuário acerca de quais e quantos dados poderiam ser compartilhados.

Fase 2: Compartilhamento inicial de dados

Na segunda etapa, os clientes que disseram sim ao Open Banking passaram a ter seus dados de contas, crédito e pagamentos compartilhados. Consecutivamente, todos os bancos participantes desta fase podem, desde que o indivíduo autorize, receber informações de contratos, gastos e tarifas, podendo assim oferecer propostas e ofertas de produtos e serviços que sejam mais atrativos para aquele indivíduo, para, dessa forma, ter a possibilidade de usufruir de todos os benefícios.

O desenvolvimento técnico deste estágio foi dividido em 4 ciclos principais. A cada ciclo, dados mais densos e significativos passaram a ser compartilhados. Por exemplo, no primeiro ciclo, foram transmitidas informações como dados cadastrais mais amplos. Já no segundo e terceiro ciclos, os dados divulgados eram de contas e cartões de crédito, respectivamente.

1º ciclo: consentimento, dados cadastrais, consulta e criação >

2º ciclo: integração de contas de depósito à vista, poupança e contas pré-pagas >

3º ciclo: inclusão de informações de crédito e cartões >

4º ciclo: conclusão da fase 2

Fase 3: Novas utilidades relacionadas à pagamentos

No terceiro período do Open Banking, tem-se como particularidade o lançamento de uma nova figura chamada Iniciador de Transação de Pagamento (ITP), que torna possível iniciar pagamentos fora do ambiente bancário, diminuindo ainda mais a burocracia, antes característica das transações. E-commerces, redes sociais e demais lojas agora podem utilizar-se do atributo, beneficiando todas as partes envolvidas.

Além do que, nesta fase houve a integração entre o PIX, lançado no final de 2020, e o Open Banking, pois foi o primeiro meio de pagamento ofertado para ocorrer fora do ambiente bancário. Esta ITP além de PIX, pode ofertar TEDs, pagamento de boletos e débito em conta.

Além disso, iniciou-se também a funcionalidade de envio de propostas de crédito. No ambiente virtual, a partir da terceira fase, passou a ser possível solicitar propostas de financiamentos, empréstimos e demais funções relacionadas ao crédito – tudo isso ao mesmo tempo e para várias instituições financeiras diferentes.

Fase 4: Funcionalidades completas

Na última etapa de implementação, introduzida em dezembro de 2021, foi permitido o compartilhamento de informações sobre produtos e investimentos. Nesta fase, iniciou-se também o Open Finance, em concomitância ao Open Banking.

Câmbio, investimentos, previdência e seguros passam a integrar o conjunto de informações passíveis de compartilhamento. A integração de sistemas e informações se torna ainda mais ampla e evidente, sempre respeitando o consentimento total dos usuários.

Mas o Open Banking é mesmo seguro?

É válido ressaltar que todo e qualquer dado só é compartilhado após o aceite do indivíduo. Além disso, após a autorização, a segurança é garantida pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Com o respaldo jurídico e preservação da seguridade legal, o Open Banking assegura ao usuário toda a tranquilidade necessária quando o assunto é o uso de informações financeiras.

Outra característica que demonstra toda a segurança do sistema é o fato de somente instituições autorizadas e confiáveis poderem ter acesso a esses dados. Apesar de carregar “aberto” no nome, essa abertura só é válida para bancos, instituições de pagamentos e fintechs autorizadas e auditadas pelo Banco Central.

O que são as APIs do Open Banking?

Do inglês, Application Programming Interface, pode-se entender as APIs como interfaces de programação de aplicativos que realizam a conexão de informações, pessoas e instituições. É nesse sistema que a integração acontece e é ela que também ajuda na segurança do processo.

Sabe quando você abre algum site no qual ainda não é cadastrado e ao invés de precisar inserir todos os seus dados, como nome, e-mail, número de celular e nova senha, você apenas realiza o registro por meio da sua conta já existente do Google? Esse é um exemplo de API!

No Open Banking, a comunicação entre plataformas torna-se ainda mais simples, trazendo todas as vantagens ao usuário que aceitar compartilhar suas informações com o intuito de obter serviços e produtos personalizados.

Conclusão

Agora que você está familiarizado com o conceito de Open Banking e já sabe que é seguro, eficaz e inovador, é só correr para o abraço e começar a usufruir de todos os benefícios do sistema financeiro aberto.

Além disso, ficou bem mais fácil, com a compreensão das noções de API e de todas as vantagens do Open Banking / Open Finance, entender como a Theke através das suas APIs, do EDI e da Plataforma de Gestão Financeira pode auxiliar na integração entre a sua empresa e as demais instituições financeiras essenciais para o desenvolvimento do seu negócio.

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